domingo, 13 de outubro de 2013

A formação da placa aterosclerótica

A aterosclerose é a doença que causa o estreitamento dos vasos sanguíneos pela formação de placas de colesterol. Existem basicamente dois tipos de proteínas transportadoras de colesterol: LDL (conhecido como colesterol ruim porque tem maior capacidade de se infiltrar nas paredes danificadas das artérias, causando muitas vezes uma inflamação) e HDL (conhecido como colesterol bom, por ajudar a eliminar o colesterol ruim do sangue). O LDL quando oxidado apresenta afinidade com o endotélio dos vasos sanguíneos, e acaba se acumulando. É quando as células de defesa do corpo chamadas de monócitos começam a atuar realizando diapedese, ou seja, passam da corrente sanguínea ao revestimento interno da artéria, sendo agora denominadas macrófagos. Esses macrófagos são enviados para fagocitar o colesterol acumulado no endotélio e sinalizam para que mais macrófagos atuem na região. Dessa forma o endotélio (camada mais interna do vaso sanguíneo que atua na proteção contra eventuais inflamações) começa a ser comprimido em direção ao lúmen, espaço entre as paredes do vaso, e isso então acaba reduzindo o fluxo de sangue.



(Acima, uma figura esquematizando o processo de diapedese do monócito e captação do colesterol pelos macrófagos)

Este vídeo, obtido no canal ''Me salva! Bioquímica'', foi feito por um professor com o intuito de ajudar no entendimento do processo de formação da placa aterosclerótica e resume o que foi explicado logo acima.


A placa aterosclerótica formada pode ser estável, ou seja, continuar a crescer comprometendo o fluxo de sangue pelas artérias, mas sem, no entanto, romper suas paredes. Quando a placa se torna instável, o risco aumenta pois ao se romper pode haver formação de coágulos ou trombos (coágulos que se fixam em algum vaso), que podem bloquear completamente o fluxo sanguíneo na artéria. O bloqueio desse fluxo causa o aumento da pressão sanguínea e pode causar ainda graves sequelas, principalmente se ocorrerem no coração ou no cérebro, causando infarto do miocárdio ou um acidente vascular cerebral. Ainda é possível que ocorra necrose de alguma região do corpo, que é a morte do tecido celular por falta de suprimento sanguíneo. A aterosclerose pode ser também a causa de aneurismas, que são caracterizadas pela formação de protuberâncias ou inchaços em regiões enfraquecidas dos vasos sanguíneos.

O vídeo abaixo é uma animação que mostra como todo o processo ocorre:

Abaixo, estão representados os estágios de formação da placa aterosclerótica:

1-artéria normal
2-lesão iniciada pelo acúmulo de lipídios na camada mais interna do vaso
3-evolução para estágios iniciais da placa
4-formação de uma placa complexa limitada por capa fibrótica
5-ruptura da placa levando à formação de trombo
6-reabsorção do trombo, causando o aumento da lesão e piorando os sintomas


Post por Danielle Salerno

Fontes:


sábado, 12 de outubro de 2013

Uma introdução aos projetos do blog e a uma visão da aterosclerose


A aterosclerose é um processo inflamatório nos vasos causado pelo acúmulo de ateromas, compostos principalmente por colesterol e tecido fibroso, capazes de diminuir o diâmetro do vaso sanguíneo que pode levá-lo à obstrução, deixando áreas do corpo sem a devida oxigenação e, no caso do coração, podendo levar ao infarto do miocárdio ou, no caso do cérebro, levar a um acidente vascular cerebral. A cadeia de eventos que caracteriza a aterosclerose depende, também, de atividades fagocitárias de monócitos ou macrófagos. Há uma predisposição genética que, combinadas com fatores do meio como estresse, fumo, vida sedentária, pressão alta e glicemia, pode levar à doença.


O colesterol é basicamente um álcool policíclico de cadeia longa, sendo considerado um esteroide (molécula usualmente formada por longas cadeias de carbonos e caracterizadas por grande solubilidade em gorduras). No corpo humano, o colesterol possui várias funções fisiológicas e estruturais, tanto em atividades hormonais quanto em reconhecimento da membrana plasmática. o colesterol é principalmente sintetizado por animais e fungos, sendo capaz de não ser possível encontrar colesterol em tecidos vegetais. Como o colesterol não é solúvel em água, este necessita de lipoproteínas para seu transporte no sangue, e as diferentes formas do colesterol possuem lipoproteínas distintas para seus respectivos transportes. Nesse caso, se diferem a LDL e a HDL entre o tipo de colesterol que carregam na corrente sanguínea.

O açúcar, por englobar um conjunto de carboidratos (cadeias carbônicas oxigenadas) como a sacarose, possui grande influência no anabolismo de gorduras e colesterol em animais. Estudos recentes apontam o açúcar como  um dos principais contribuintes para o aumento da pressão arterial, obesidade, diabetes tardia e, consequentemente, aterosclerose.

Portanto, o grupo visa tratar da aterosclerose, rever os aspectos bioquímicos envolventes entre essa inflamação e colesterol, assim como suas diferentes formas de atuação no organismo: colesterol bom e colesterol ruim; problemas agravados pelo excesso de colesterol; tratamentos e prevenções para tais problemas; abordagem do artigo cientifico relativo ao "Colesterol e receptores de glicose na membrana de células leucêmicas" dos pesquisadores Cristiana Caliceti, Laura Zambonin, Cecilia Prata, Francesco Vieceli Dalla Sega, Gabriele Hakim, Silvana Hrelia, e Diana Fiorentini; um quadro comparativo de medidas emergenciais que permitem identificar se uma pessoa está tendo algum tipo de acidente vascular e quais medidas tomar afim de se reduzir as sequelas; apresentar tecnologias atuais desenvolvidas para atenuar as consequências devidas à aterosclerose como o stent ou o processo de cateterismo. O grupo também colocará no blog vídeos explicativos de animação que ajudam a entender como ocorre a deposição de gordura nos vasos sanguíneos para que facilite a visualização do processo.